Postar sem saber exatamente para quem é uma das causas mais comuns de crescimento lento. Antes de gravar o próximo conteúdo, vale parar cinco minutos e responder: quem é a pessoa que mais compra de mim hoje, e quem é a pessoa que eu gostaria que comprasse mais?
Definir uma persona não precisa ser complicado. Pense em uma pessoa real, com nome, idade aproximada, bairro ou cidade, e uma dor ou desejo específico que o seu produto resolve. Por exemplo: “Marcia, 38 anos, mãe de dois filhos, mora no bairro Jardim das Flores, precisa de um bolo pronto para a festa de sábado sem precisar cozinhar.”
Com essa persona em mente, cada conteúdo fica mais fácil de planejar, porque você para de perguntar “o que eu quero postar” e passa a perguntar “o que a Marcia precisa ver para confiar em mim e comprar”. Essa mudança de pergunta muda o resultado do conteúdo.
Vale também observar quem já comenta e curte seus posts hoje. Entrar no perfil de 10 pessoas que mais interagem com você e observar idade aproximada, cidade e outros interesses ajuda a confirmar ou ajustar a persona que você imaginou no papel.
Negócios locais têm uma vantagem: o público é limitado geograficamente, o que facilita a segmentação. Em vez de tentar agradar todo mundo do Brasil, o foco deve ser as pessoas que moram ou passam pela sua cidade e região, porque são elas que podem de fato virar cliente.
Revisar a persona a cada três ou quatro meses é saudável, porque o público de um negócio muda com o tempo — um salão de beleza que começou atendendo só o bairro pode, com o crescimento, passar a atender toda a cidade, e o conteúdo precisa acompanhar essa mudança.
Um exercício útil é escrever, ao lado da persona, as três maiores objeções que essa pessoa teria antes de comprar — preço, desconfiança na qualidade ou dúvida sobre prazo de entrega, por exemplo. Cada peça de conteúdo pode então ser pensada como uma resposta a uma dessas objeções, o que torna a produção muito mais estratégica do que simplesmente postar por postar.
Negócios que atendem mais de um tipo de cliente, como uma confeitaria que vende tanto bolo de festa quanto doce para revenda, podem ter duas personas diferentes, com conteúdo específico para cada uma. Misturar os dois públicos na mesma publicação, sem separar a mensagem, costuma confundir e reduzir a conversão de ambos.
Vale também considerar o momento de compra da persona: uma pessoa pode estar apenas descobrindo que precisa do produto, já pesquisando opções, ou pronta para decidir. Conteúdo educativo funciona melhor para quem está descobrindo, enquanto prova social e oferta direta funcionam melhor para quem já está perto de decidir.
Perguntas para montar sua persona
Vale também mapear onde essa persona passa tempo além do Instagram: ela participa de grupos de bairro, segue outras contas locais, frequenta algum evento específico da cidade? Esse mapeamento ajuda a identificar onde buscar parceria e onde divulgar o perfil fora da própria rede social.
Escrever a persona em uma folha visível, colada perto do computador ou do celular usado para gravar conteúdo, mantém essa referência sempre por perto no momento de decidir o que postar. Muitos donos de negócio definem a persona uma vez, guardam em um arquivo qualquer e nunca mais consultam no dia a dia.
Esta aula faz parte de um material completo
O que você acabou de ler é um trecho de Seus Primeiros 1000 Seguidores: Cresça o Instagram do Seu Negócio do Zero — material com 18 capítulos que seguem exatamente esse caminho, do começo ao resultado.
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