A diária não deveria ser fixa o ano todo, já que a procura por hospedagem varia bastante ao longo do calendário, e um preço engessado deixa dinheiro na mesa em época de alta demanda e afasta reservas em período de baixa. Alta temporada, feriados prolongados e eventos locais (shows, feiras, formaturas, jogos) costumam aumentar a procura na região, o que abre espaço para reajustar o preço nesses períodos específicos.
Pesquise anúncios parecidos na sua região (mesmo bairro, capacidade semelhante) pelo menos uma vez por mês para calibrar seu preço — cobrar abaixo demais reduz sua margem sem necessidade, e cobrar acima demais deixa o calendário vazio.
Use um calendário de preços variáveis: valor menor em dias de semana de baixa procura, para não ficar com a vaga parada, e valor maior em fins de semana e datas de evento, quando a procura naturalmente sobe. Muitas plataformas já têm uma ferramenta própria de “preços inteligentes” que sugere ajustes automáticos — vale ativar como ponto de partida e depois calibrar manualmente com base no seu conhecimento da região.
Deixe a taxa de limpeza e outros valores extras claros desde o anúncio, embutidos no preço ou destacados separadamente — isso evita reclamação e mensagem de desconfiança na hora do check-in. Hóspede não gosta de surpresa no valor final, e cobrança pouco clara costuma virar comentário negativo mesmo quando o imóvel em si agradou.
Vale também acompanhar o calendário de eventos oficiais da cidade, geralmente divulgado pela prefeitura ou pela secretaria de turismo, com pelo menos alguns meses de antecedência. Feiras, congressos, shows de grande porte e datas religiosas costumam gerar picos de procura previsíveis, e ajustar o preço com antecedência, assim que o evento é anunciado, tende a captar reservas de quem planeja a viagem cedo e está disposto a pagar mais por isso.
Um recurso pouco usado, mas eficiente, é criar tarifas promocionais de última hora para datas próximas que ainda estão vazias, aplicando um desconto pontual apenas para as poucas noites que faltam poucos dias para acontecer. Isso ajuda a preencher o calendário sem precisar baixar o preço padrão do restante do mês, mantendo a régua de valor alta para quem reserva com mais antecedência.
Vale também acompanhar a taxa de ocupação do seu próprio anúncio mês a mês: se um mês inteiro passa com poucas reservas, o problema pode não ser o preço em si, mas a época do ano, um evento concorrente na cidade ou até a falta de fotos atualizadas — antes de baixar o preço de forma automática, vale investigar a causa real da queda.
Um erro frequente é copiar o preço do concorrente mais barato da região sem considerar as diferenças reais entre os imóveis (localização, tamanho, comodidades). Preço não deve ser copiado — deve ser calibrado a partir do que o seu imóvel realmente entrega.
Outro fator que costuma ser esquecido é o custo da taxa cobrada pela própria plataforma, que varia conforme o modelo de cobrança adotado (ao hóspede, ao anfitrião ou dividida entre os dois). Ao definir o preço da diária, vale calcular o valor líquido que efetivamente chega para você depois de descontar essa taxa, e não apenas o valor bruto anunciado — assim é possível saber com clareza se o preço praticado ainda garante uma margem saudável depois de pagar limpeza, manutenção e demais custos fixos do imóvel.
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